Diabetes em idosos: tudo sobre o tratamento dessa doença

vacina para idosos
Em Artigos - 13-04-2018

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2017, o número de pessoas com diabetes no Brasil cresceu 61,8% em 10 anos e já atinge 8,9% da população. Embora seja um problema que acometa pessoas de todas as idades, o diabetes em idosos é mais comum, já que o envelhecimento reduz algumas funções do organismo, como o controle das taxas de glicose.

 

 

Na terceira idade, a doença também é mais perigosa: com as dificuldades econômicas, muitas vezes causadas pela redução da renda depois da aposentaria, alguns não conseguem comprar todos os medicamentos.

 

 

Outros têm dificuldade de aplicar a seringa de insulina e tomar toda a medicação. Também a família que atrapalha o controle, sem entender que a simples oferta de um doce, prejudica o tratamento.

 

 

Nesse artigo, abordarmos os principais aspectos da doença e como o diabetes em idosos deve ser tratado para um envelhecimento mais saudável.

 

 

Diabetes em idosos: o que é?

 

 

diabetes em idosos

 

 

O diabetes é uma doença crônica em que o corpo não consegue mais usar a insulina de forma adequada ou deixa de produzi-la.

 

 

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e controla a quantidade glicose (açúcar) no sangue. É muito importante para o organismo, já que metaboliza a glicose obtida a partir dos alimentos transformando-a em energia.

 

 

Quando não conseguimos metabolizar a glicose de forma adequada, o nível de açúcar no sangue sobe, a chamada hiperglicemia, que causa danos ao organismo.

 

 

A doença possui diferentes tipos. Conheça os principais:

 

 

Diabetes Tipo 1

 

 

Pessoas com diabetes Tipo 1 produzem pouca ou nenhuma insulina, mantendo a glicose no corpo em vez de transformá-la em energia. Entre 5% e 10% das pessoas com a doença são atingidas por esse tipo e o diagnóstico costuma ser feito ainda na infância ou adolescência.

 

 

Diabetes Tipo 2

 

 

Cerca de 90% das pessoas com diabetes apresentam o Tipo 2. É mais comum em adultos, mas crianças também podem ser afetadas. Nesse caso, o organismo não consegue usar a insulina de forma adequada ou a produz em quantidade insuficiente.

 

 

Diabetes gestacional

 

 

Como o próprio nome diz, o diabetes gestacional acomete algumas mulheres durante o período da gravidez, em função das mudanças hormonais pelas quais o corpo passa para se ajustar ao bebê.

 

 

Normalmente o problema acaba com o fim da gestação, mas é preciso fazer acompanhamento médico de perto, evitando complicações para a mãe e para a criança.

 

 

Quais são os sintomas do diabetes?

 

 

Mais de 13 milhões de brasileiros possuem a doença. Ela costuma ser silenciosa e o diabetes em idosos, assim como em outras faixas etárias é assintomática, o que dificulta seu diagnóstico inicial.

 

 

Os exames de sangue preventivos são a melhor forma de constatar o problema, mas alguns sinais merecem atenção:

 

 

  • Alteração no peso;
  • Alteração nos olhos, com a visão mais embaçada;
  • Aumento na quantidade de vezes que urina ao longo do dia, causando desidratação e, por consequência, mais sede;
  • Mais fome;
  • Enjoos;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Impotência sexual;
  • Demora na cicatrização de machucados;
  • Infecções;
  • Perda de sensibilidade, câimbras e formigamentos nas mãos e nos pés.

 

 

Diabetes em idosos: quais as consequências?

 

 

idosa

 

 

O diabetes em idosos traz consequências mais perigosas, já que o risco de complicações cardíacas e vasculares é maior. Confira os principais desdobramentos do diabetes em idosos (e outras faixas etárias):

 

 

Doenças renais

 

 

Os rins são filtros que ajudam a limpar o sangue removendo resíduos da circulação. Com a diabete, os rins são afetados, alterando sua capacidade de filtragem.

 

 

Em função da alta quantidade de açúcar presente no sangue, os rins precisam aumentar o volume de filtragem, ficando sobrecarregados. Se o problema dor identificado no início, há tratamentos que evitam seu avanço.

 

 

Em fases mais graves, a doença renal acarreta em sessões de hemodiálise e a necessidade transplantes de um órgão novo.

 

 

Ressecamento da pele e surgimento de calos

 

 

O diabetes altera os nervos que produzem óleos e controlam a umidade da pele, provocando ressecamento em todo o corpo e aumentando a possibilidade de rachaduras nos pés.

 

 

Também surgem mais calos que, se não forem tratados de forma adequadas, podem virar feridas abertas e complicar mais o problema.

 

 

Má circulação

 

 

Os pés de pessoas com diabetes sofrem com danos nos nervos, a neuropatia, e má circulação. Entre as complicações estão dores, formigamento, fraqueza e perda de sensibilidade – deixando mais difícil identificar sensações de frio e calor a até ferimentos.

 

 

Problemas na visão

 

 

O diabetes em idosos também afeta os olhos. Pessoas com glicose alta têm 40% mais chances de desenvolverem glaucoma e 60% mais chances de desenvolverem catarata. Além disso, há o risco de ficarem cegas.

 

 

Também há chances de o diabético apresentar retinopatia, doença nos vasos sanguíneos dos olhos.

 

 

Risco de amputações

 

 

O diabetes pode reduzir o fluxo de sangue nos pés e reduzir a sensibilidade na região. Isso facilita o desenvolvimento de úlceras e feridas, que são mais difíceis de tratar e podem levar à amputação.

 

 

Mas fique calmo! Todas essas complicações podem ser controladas e evitadas com o tratamento médico periódico e adequado.

 

 

Diabetes em idosos: qual a alimentação mais adequada?

 

 

 

 

Ao contrário do que se imagina, a dieta de uma pessoa com diabetes não é tão restritiva assim. Apenas os doces devem ser evitados ao máximo e só devem ser consumidos se levarem adoçantes específicos no lugar do açúcar.

 

 

Somente um médico especialista é capaz de definir uma dieta, já que as necessidades variam de um paciente para o outro, mas há fizemos uma lista com o que pode e o que não pode ser ingerido por um idoso com diabetes:

 

 

Pode

 

 

  • Aves sem a pele, que é mais gordurosa;
  • Peixes e carne magra;
  • Queijo branco;
  • Leite desnatado;
  • Verduras de folhas verde-escuras;
  • Cereais;
  • Feijão, lentilha e ervilhas;
  • Fibras solúveis (presentes na aveia, linhaça e farinha de banana verde, por exemplo);

 

 

Não pode

 

 

  • Carnes gordas;
  • Leite integral;
  • Queijo amarelo;
  • Suco de frutas (o açúcar vai para o organismo mais rapidamente);
  • Doces;
  • Frituras;
  • Caldo de cana e açúcar mascavo.

 

 

Qual o tratamento para diabetes?

 

 

 

 

Não existe cura para o diabetes, apenas tratamento de controle para evitar complicações já citadas nesse artigo.

 

 

É necessário seguir hábitos saudáveis, manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos. Além disso, a pessoa com diabetes deve fazer acompanhamento médico periódico, para tratar possíveis agravamentos ainda no início.

 

 

Todo paciente com diabetes Tipo 1 e uma pequena parcela com o Tipo 2 também precisa de aplicações diárias de insulina.

 

 

O mais importante é seguir as recomendações médicas, evitar fatores de risco como o cigarro, o sedentarismo e a bebida alcóolica e desenvolver hábitos saudáveis. Dessa forma, é possível levar vida normal e conviver com o diabetes de forma tranquila.

 

 

A musculação é um exercício altamente recomendado para idosos e ajuda a combater o diabetes e outras doenças. Veja mais informações sobre essa atividade física no nosso texto sobre o assunto.

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